domingo, 21 de novembro de 2010

Já me disseram, e não apenas uma vez, que tenho mãos ásperas. E tanto que tenho ultimamente até mesmo eu me incomodado com elas. As palmas chegam a soar como lixas quando são atritadas entre si. Acordo com as mãos ardendo e muitas vezes inchadas. Alivia-me somente ao contato da água fria da manhã. E não há hidratante que me resolva. É uma característica minha, meu escudo, meu casco. Sou áspera. Mesmo quando acarinho.

Ao menos tenho vantagem ao ofertar uma punheta.

sábado, 13 de novembro de 2010

Meu blog é triste. Eu sempre quis ter um blog engraçado. Não vai ser dessa vez. Talvez nunca.

- Triste de novo -.
Talvez o melhor que eu tenha a fazer seja começar a me despedir de coisas que não terei mais logo mais. E o que terei? Será que terei? Onde estarei? Quem verei? A provação definitiva de elos supostamente fortes. As amizades que conquistei, os amores que vivi, a liberdade que adquiri. Tudo tenderá ao passado. Viver o máximo de cada instante não tem mostrado resultado porque muitas vezes arrasta outros egos comigo e nem sempre eles querem ser arrastados. A fase adulta que já não mais toca a campainha, esmurra a porta. Eu ainda assustada, escondo-me embaixo da cama, dentro de minha carapaça, em meu casulo.

Minha concha. Carrego coisas demais dentro dela -- haveria hora pior pra nascer? --, já não posso mais. Aos poucos até mesmo as minhas lembranças tenderão a me esquecer e aí já não serão mais.

Cinco anos. Não fui popular, não juntei dinheiro, não fui convidada a manter elos acadêmicos, não construí uma casinha colorida.

Alguns continuarão seus estudos, alguns viverão outros amores. E um dia ainda posso ser convidada para uma defesa de tese que não a minha, ou uma cerimônia de casamento que não o meu.

Construir uma vida... Perco pedaços de mim. Morrerei. Detestável de mim mesma.

Dois mil e onze, ponto-de-interrogação.