sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acho que a gente sabe que ama alguém de verdade quando, mesmo tudo dando tão certo, você lembra da pessoa e tem vontade de chorar, apenas pela alegria de saber que a ama e que quer passar ao lado dela o resto de sua vida. Quando você tem a certeza mais absoluta de que sua vida não fará mais sentido se ela não estiver ali ao seu lado, compartilhando de cada momento de alegria ou tristeza, conquistas ou perdas, somente que não seja uma perda essa pessoa, porque ela estará ali, ao seu lado, segurando a sua mão e dizendo que estará ali, não importa o que aconteça. Quando cada xícara de café você gostaria que fosse tomada ao lado dela, que você pudesse acordar de um pesadelo à noite e ter a mão dela pra segurar e depois sentir passando a mão nos seus cabelos. Quando todas os outros habitantes da Terra deixam de ser interessantes, porque, não importa o que elas façam ou digam, ninguém o fará da forma boba ou até mesmo estranha que essa pessoa faz, mas que é apenas ela. Quando você tem vontade de abrir a porta e correr, correr, na chuva, no vento, no Sol, por quilômetros, não importa, mas chegar até a porta dela e dizer "vim te ver". Quando você se dá conta de que conseguiu sobreviver sem ela até então porque era tudo um preparo pra se encontrar com ela, e até mesmo seus erros não são condenados porque foram inclusive eles que lhe trouxeram até a pessoa. Porque ela te aceita. Aceita seus erros, aceita seus defeitos, lhe estende a mão e diz "caminha comigo".

Eu não poderia. Mas aqui é meu e se eu não disser, não transformar em palavras tudo o que sufoca, transforma, colore o meu interior, não serei grata por inteiro ao Universo, que me revelou esse presente tão lindo, mais lindo que um céu de nuvens de algodão.

Não quero errar mais, apenas no cálculo dos tijolos a comprar, para que assim possamos construir ao fundo de nossa casinha colorida, uma pequenininha para os cachorros muitos saltitantes e falantes que teremos. Pequenininha.


[Este é o post mais brega que eu já escrevi e de tão brega mostra o quanto amor há nele.]

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um vento, muito vento. Calor. O sono bate, mas não quero. É a obrigação de fazer algo, apenas o que me prende à teoria. Estou decepcionada sim e arrependida. Quero mandar à merda, foda-se. De verdade, às vezes tenho vontade de mandar tomar no cu. Eu tô com raiva de quê? De não ter o seu carinho? Ai, chega, cansei disso já. É uma vaca e pronto. Pára de xingar! Até isso.

Putz, não tô afim. Tô afim de quê? Nem sei o que eu quereria nessa época do agora. Uma limonada talvez? Não. SORVETE de limão! Queria... Queria... Uma casa? Imagino uma casa. Pequena. Livros. Ficaria feliz com livros, uma poltrona macia e confortável. Um lugar para pôr os pés. Isso sim me é essencial. Mas não com solidão. Penso nele. Nem faço questão de estapafúrdia, podia só estar ali, fazendo o que lhe deve, só saber que está ali, que vai me oferecer limonada. Ou eu a ele. Bebemos enquanto lemos, assistimos um filme, falamos sobre o dia. Assim, bem tranqüilo, nada demais. Pra que pompas? Não ligo. Quero só o carinho e a compainha. O bom dia e o boa noite.

Mas por que ele? Pelo simples fato de ME conhecer. Porque ninguém me conhece. Isso é pra poucos. É pra ele. Sei lá por que ele conseguiu, não me pergunte. Apenas foi. E eu o admiro, meu tesão é acadêmico, discursivo. Bem, o que não é também me interessa muito.

Tudo o que eu mais preciso agora é dinheiro. Ou paciência. Não, paciência só não ajuda. Sabedoria. Dinheiro ou sabedoria. (Eu não seria audaciosa de querer os dois, né?)

Monstros. Choros internos. Me arranco os cabelos. Enquanto cavo, cavo em profundo, desenterro, arranco, tiro os pedaços, meto na parede, aperto, aperto. Mato. Mas só isso leva meses. Cada um. E o dinheiro se indo, indo... assim como foi. Foi. Ah, e foi, foda-se. É pra ir mesmo! Puta, o problema é ter mais pra ir.

Sono. Queria dançar...
Enquanto não sei lidar com minhas frustrações, tenho apenas o choro.
Aprendizado para a vida toda: confiar (mais) em mim mesma e na minha intuição. E quando a sabedoria interior não me vier, confiar na Astrologia.