Um vento, muito vento. Calor. O sono bate, mas não quero. É a obrigação de fazer algo, apenas o que me prende à teoria. Estou decepcionada sim e arrependida. Quero mandar à merda, foda-se. De verdade, às vezes tenho vontade de mandar tomar no cu. Eu tô com raiva de quê? De não ter o seu carinho? Ai, chega, cansei disso já. É uma vaca e pronto. Pára de xingar! Até isso.
Putz, não tô afim. Tô afim de quê? Nem sei o que eu quereria nessa época do agora. Uma limonada talvez? Não. SORVETE de limão! Queria... Queria... Uma casa? Imagino uma casa. Pequena. Livros. Ficaria feliz com livros, uma poltrona macia e confortável. Um lugar para pôr os pés. Isso sim me é essencial. Mas não com solidão. Penso nele. Nem faço questão de estapafúrdia, podia só estar ali, fazendo o que lhe deve, só saber que está ali, que vai me oferecer limonada. Ou eu a ele. Bebemos enquanto lemos, assistimos um filme, falamos sobre o dia. Assim, bem tranqüilo, nada demais. Pra que pompas? Não ligo. Quero só o carinho e a compainha. O bom dia e o boa noite.
Mas por que ele? Pelo simples fato de ME conhecer. Porque ninguém me conhece. Isso é pra poucos. É pra ele. Sei lá por que ele conseguiu, não me pergunte. Apenas foi. E eu o admiro, meu tesão é acadêmico, discursivo. Bem, o que não é também me interessa muito.
Tudo o que eu mais preciso agora é dinheiro. Ou paciência. Não, paciência só não ajuda. Sabedoria. Dinheiro ou sabedoria. (Eu não seria audaciosa de querer os dois, né?)
Monstros. Choros internos. Me arranco os cabelos. Enquanto cavo, cavo em profundo, desenterro, arranco, tiro os pedaços, meto na parede, aperto, aperto. Mato. Mas só isso leva meses. Cada um. E o dinheiro se indo, indo... assim como foi. Foi. Ah, e foi, foda-se. É pra ir mesmo! Puta, o problema é ter mais pra ir.
Sono. Queria dançar...
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