domingo, 13 de fevereiro de 2011

A carne exposta de um cadáver fedorento. Tenho ódio de mim mesma. Quero me jogar na parede, me cravar as unhas, arrancar minha pele, me destruir. Não agüento mais me ser. É tanta coisa pra matar que não sei o que escolher primeiro, a começar por mim. Esse cansaço em cima de uma relação que só existe dentro de mim, uma paixão projetada, fruto do meu fracasso, minha dor, minha psique atormentada por um útero atordoado e eu deixando, deixando... me envolver por dores, ilusões, vidas não vividas, para repetir por anos mais tarde e sempre. Uma tesoura pode sempre ter melhor função. Mas: como seriam menos cinqüenta centímetros desse cabelo que só me leva à desgraça de pensar que eu valho a pena...? Essa puta que nem pra dar serve, vazia. É só um buraco. Uma boneca companheira, "vejam o que eu consegui", mas enjôa, cansa. Grande bosta esse batom vermelho de merda. Medrosa, cagona dos infernos. O que será que a mamãezinha vai pensar? Não sabe nem não ter sutiã. Frígida. Monstra, falsa, hipócrita. Desmerecedora. Até desse próprio mundo cuidado pelas santas mãos que catam lixo pra reciclagem. Ooooh!! Palmas para a princesa imaculada, virgem de si mesma, inadequada. Morra com seu altar santo. Demorou tanto tempo pra aceitar que já não existe o que na verdade não existiu mais? Sua fraca. FRACA!

Um comentário:

Mary Jane disse...

Decerto me dói te ver escrever essas coisas, mas ao mesmo tempo sei que é bom pra uma espécie de 'libertação'... enfim, quero que saiba que eu te amo e que eu sou prova de que sua integridade existe, pois eu posso vê-la com meus próprios olhos.
Beijos!