quarta-feira, 5 de maio de 2010

Veja só a vida. A suposta hipocrisia familiar não ocorreu. Digo, foi talvez o aniversário mais feliz que me lembro de já ter tido! Todos sorrindo, todos brincando... Até já me sinto melhor...!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sol em conjunção com Sol. Eu sei, eu sei que não deveria. Minha companheira de quarto chegou a ficar surpresa com o fato de eu me preocupar tanto em agradar às pessoas. Um enorme defeito que atrapalha não aos outros, mas a mim mesma. Sou apenas eu que vomito meu fígado de nervoso de não estar fazendo o suficiente, sou apenas eu que durmo e acordo de olhos inchados e salgados.

Por que vejo as outras pessoas tão desencanadas com a vida e são elas que são idolotradas? Serei eu muito egocêntrica? E olha que não há nem indícios de um aspecto leonino em meu mapa. Procuro ser eu mesma, mostrar uma personalidade única e, em troca, ganho sim alguns fãs, mas são poucos os que verdadeiramente se interessam. E ainda, muitas vezes, tenho um ou dois fãs que acumulam toda a idolatria que poderia se dissolver entre muitos numa pessoa só. E aí eu não quero, pois só gosto do que não presta.

Mais uma festa própria histórica. E ainda tive a preocupação de que o bolo não desse para todos. Isso por não me lembrar que não tenho essa sorte. Sempre sobra bolo. E é por isso que me dói cada elogio ao meu cabelo, ou secundariamente a qualquer característica física minha. Porque sei que é só isso que eu sou. A menina dos cabelos bonitos. Aí prendo-os e volto a ser invisível.

Sou sim depressiva. Espero sim muito dos outros. Odeio sim essa postagem. Mas pelo menos aqui, um outro aspecto invisível da minha vida, posso parar de simular que sou legal, que sou feliz.

Os que estavam presentes são muito queridos por mim, contudo não sinto a mesma intensidade recíproca de todos. Até mesmo do rapazote, aquele mesmo, que compareceu graças ao telefonema da minha companheira de república. Ok, reconheço que não fui muito feliz ao fazer os convites por e-mail e Orkut.

Ah, eu tô irritada. E triste. Mas vai passar.

Logo mais, à noite, enfrentarei a hipocrisia familiar. Preciso começar a ensaiar sorrisos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Lembrar-me de não ficar pedindo os outros em namoro como se convidasse para tomar um sorvete.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Solteira!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Finalmente um pouco de veneno para adoçar minha vida. Meu namorado reapareceu alguns dias depois. Logo na segunda-feira seguinte, fez-me uma visita saudosa em meu quarto, onde eu ansiava por muito dormir, já que passara a noite inteira analisando meus mapas astrológicos relacionados com meu mais recente afeto. Ele estava sim com muita saudade e satisfeitíssimo por me ver. Mas queria contar logo, Marte e Mercúrio não me dão sossego. Queria já saber sua reação e resolver o que tivesse a ser resolvido sem demora.

Contei. Falei dos muitos beijos. Ele dissolveu seu sorriso. Falei da transa. Fechou os olhos por alguns segundos, como que desejando fechar os ouvidos no lugar. Como se fechando os olhos, aquela realidade deixasse de existir. Não conseguia dizer nada a respeito, apenas quis ir embora depressa. Precisava pensar. Não tive escolha a não ser voltar a dormir.

À noite passou em casa para conversarmos. Parecia já bem melhor, de certa forma conformado pelo já muito antes esperado. Mas enquanto conversávamos, mudava de idéia constantemente, ora queria terminar tudo, ora dizia que me amava demais. No dia seguinte a mesma coisa, mas regado a muitas lágrimas de ambos. Nada resolvido ao final do dia. A decisão ficara em minhas mãos, mas até agora nada.

Tenho pensado e afirmado todos os dias, inclusive para minhas colegas de república, que vou terminar com ele. E todos os dias elas me vêem aos beijos e carinhos com ele. Já estou ficando sem palavra. Hoje mesmo, Mercúrio e Marte impulsionaram-me a terminar logo com tudo isso. Mas era tão grande o sono, que não conseguia nem abrir os olhos pra terminar com ele. Preferi entregar-me aos abraços deitada no sofá e deixar esse término para amanhã, quando eu supostamente estiver mais preparada fisicamente pra isso.

Agora, por que tanto sono? Ora, mais um noite memorável! Era só pular o muro e voilá!, bem-vinda ao inferno de Dante! Claro que tinha más intenções, claro que não chamei meu namorado pra ir à festa. Mas nunca vou com intenções bacantes, elas é que se apossam de mim.

A oportunidade no bar da festa. Os maravilhosos olhos verdes me acompanharam. Pelo amor de Deus, encha de cachaça essa caneca com bebida ridícula! Uma criança de dois anos beberia isso aqui! Agora sim, digno de Hiha! Mas a paciência de esperar uma iniciativa me matava. Não podia perder a chance. E finalmente, sendo fiel ao que verdadeiramente sou, arranquei-lhe um delicioso beijo.

E não demorou a Baco agir sobre mim. Ainda que provavelmente indignado pela minha traição com a cachaça. Mesmo assim, faço jus a seus desígnios. Incapaz de contar quantas bocas passaram por mim. E a proporção homens e mulheres deve ter chegado à metade.

Ainda tentei um repeat completo com quem mais me interessava, mas não tive sucesso. Seja pela consideração à sua namorada, seja por um detalhe ariano à nossa relação, seja pelo simples fato de que teria que acordar cedo no dia seguinte. A mensagem está dada.

Mas acredite, de tantas qualidades que encontro nesse rapazote, o que mais me surpreende é o espetacular fetiche que me realiza. Imagine que ele e seus companheiros de república, e ademais também os amigos da faculdade, entregam-se aos maiores dos inusitados beijos. E digo Beijos, com B maiúsculo.

Dessa vez, pelo simples fato de não ter havido sexo, houve menos tensão. De qualquer maneira, novamente cogitou o término, que, como eu disse, era atividade discursiva demais para uma pessoa recém embriagada.

Diferente de mim, alguém passou uma noite em meio a novos lençóis. O quarto estava vazio quando cheguei.

Enquanto isso, Hiha toca sua vida insana.