domingo, 16 de maio de 2010

Meu mais recente ex-namorado e eu atingimos, finalmente, um equilíbrio. Desde que terminamos, não paramos de nos ver, e temos ficado quase sempre que nos vemos. Procuramos um ao outro quando queremos contar uma novidade, desabafar. E fico feliz quando falo ou estou com ele. A diferença é que agora não tenho mais o dever de dar explicações da minha vida a ele. E ele mesmo passou a não exigir nada de mim. E dessa forma conseguimos nos dar bem, aceitamos que a nossa convivência obrigatória é praticamente impossível, mas não temos como ignorar um tal Vênus em conjunção com Sol na Casa Onze.

Enquanto isso, eu, na minha posição de liberal, amo tantas pessoas quanto posso. E agora dei para me encantar igualmente pelo amigo e companheiro de república do famigerado rapazote. Este tem a vantagem do maravilhosíssimo corpo, associado aos lindos olhos verdes. Mas é com o outro que tenho os mais agradáveis diálogos. Quero os dois pra mim. Simplesmente.

E olha que nem seria assim tão difícil, ein? Só de pensar nos beijos que já vi os dois trocando...

O problema está numa fêmea, uma leoa insaciável (mais que eu), que agora deu para querer todos os homens da faculdade. E não é que aquela ninfeta tem conseguido conquistar os corações viris? Eu, por minha vez, ainda que por inveja ou ciúmes, a vejo como uma ainda "garota Capricho", aquela revista pré-adolescente. Reconheço que ela se esforça para não sê-la, mas dou-lhe ainda pelo menos um ano para ter o meu respeito. O lado açúcar dessa história é que eu acabei dando maior liberdade do que hoje gostaria de ter-lhe dado, porque na época via a luz de uma amizade. O veneno, contudo, se apropriou do contexto. E vendo o meu Vênus, a minha Lua se sentindo ameaçados, sinto-a como uma rival.

Idiotíssimo isso.

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