domingo, 26 de setembro de 2010

E conseguiu.

Um lugar simples, uma cantina da própria faculdade, mas que eu não conhecia. Comida vegetariana -- não come carne há sete anos --, conversa agradável. Já tinha nele confiança o bastante para conhecer seu escritório. Um lugar incrível, maravilhosamente arquitetado, piso de aquário, teto de vidro, bambus. E lá mesmo ficava seu aconchego pessoal, ainda que improvisado.

Depois de me passar algumas músicas xamânicas, ele se deitou no enorme colchão que ficava no chão mesmo e relatou várias de suas viagens espirituais. Contava de uma forma tão empolgante que até se o assunto não me interessasse passaria a me interessar. Ao fundo tambores e animais.

Alugamos um filme que de tanto me falar, tivemos que assistir naquele dia. Os músculos das minhas costas doíam imensamente, resultado das tantas atividades físicas que realizo durante a semana. Ele se ofereceu para uma massagem e eu permiti, realmente doía muito. Difícil não imaginar que dali não surgiriam carinhos que aos poucos seriam correspondidos. Ao terminar o filme, carinhos mais íntimos.

Não fomos até o fim porque não estava me sentindo fisicamente preparada para aquilo, não ficaria totalmente à vontade.

De qualquer forma, posso dizer que conseguiu o que nenhum estranho jamais conseguira: a chance de tentar.

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