quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Desgraçada. Você só veio ao mundo pra me atormentar. Fruto de um espermatozóide amaldiçoado, a genética daquela família, você não tem nada de mim, puxou tudo a ele, aquele maldito. Você vai pagar caro por tudo o que está me fazendo passar. No dia que eu morrer você vai chorar lágrimas de sangue em cima do meu caixão e aí vai ser tarde. Quando você estiver no Umbral você vai ver tudo o que eu fiz por você, sua desgraçada. Você não presta, nunca serviu pra nada. Era pra você ser minha melhor amiga, sua maldita. Você era tudo o que eu tinha quando você nasceu e você nunca se importou comigo. Quase morri pra te pôr no mundo e é assim que você me agradece. Você não presta. Vou te segurar pelos cabelos e te arrancar todo ele, esse cabelo de puta que você tem, que é só pra isso que você serve, pra dar o rabo pra todo mundo, sua puta. Vou arremessar a sua cabeça na parede até estourar o seu crânio e você nunca mais ter a idéia de ser ingrata e me deixar. Você me odeia. Você não ama ninguém. Vou esfolar a sua cara, sua puta. Você não serve pra nada. Você é igualzinha ao seu pai e àquela maldita que me pôs no mundo. Você vai morrer de remorso por tudo o que está me fazendo, sua desgraçada. Imprestável, maldita. Sua fraca. Dei a minha vida pra você pra hoje você acabar comigo desse jeito. Você ainda vai sofrer muito na vida, você vai sofrer. Você vai ver que você não é nada sem mim. Você não sabe fazer nada sozinha, você é uma retardada. Doente mental. Sua louca, sua louca. Você quer me enlouquecer. Eu tô enloquecendo por sua causa. Eu saio tão nervosa por sua causa que vou bater o carro e morrer por sua culpa. Quando eu morrer você vai ficar feliz, não é? É isso que você quer, me ver morta. Porque você não presta, você tem o sangue daquela família maldita. Você é igualzinha a todos eles. Você não sabe o que é amor. Seu traste, inútil. Parasita. Não sabe fazer nada de bom. É por isso que ninguém gosta de você, porque você não presta. É por isso que você não amigos. Ninguém te suporta. Você vai morrer sozinha. Você nunca vai ter nada na vida. Você vai sofrer e muito, até o dia em que você ver que eu tinha razão. Você não dá valor a nada que eu faço. Eu odeio gente derrotista como você. Você nunca vai encontrar ninguém que te ame mais do que eu. Nenhum homem nunca vai ser capaz de te amar. Você não tem nada. Você é seca. Um dia você vai ter um filho e vai sofrer muito pra ser mãe. Sua vida vai ser dor, porque é só isso que você sabe plantar. Maldita. Desgraçada. Você não merece o meu amor. Você não merece nada, você não presta. Se eu soubesse que ia ser assim, nunca teria tido a idéia maldita de ter um filho. Bem que eu sabia, era um sinal. Rezei tanto pra hoje ter essa merda dentro de casa. Vai desgraçada, vai mesmo. Faça tudo o que o capeta está falando no seu ouvido. Ouça cada palavra que ele diz pra depois você sofrer muito. E eu quero que você sofra. Porque só assim você vai enxergar o meu valor. Vou socar sua cara até quebrar todos os seus dentes. Grande merda o seu diploma. Você não seria nada sem mim. Se não fosse eu te ajudando você nunca conseguiria ter terminado esse curso. Sua incompetente. Você não sabe fazer nada sozinha. Ninguém gosta de você. Você só tem a mim no mundo. Eu é que me matei por você. Ninguém vai te ajudar quando você cair. Você não é nada do que eu sonhei. Você é só uma decepção. Você não tem Deus no coração. Você fica escutando o capeta dizendo o que fazer pra me atormentar. Mas eu não vou enlouquecer, porque é isso que você quer, me ver internada num hospício. Eu não vou, porque Deus está do meu lado. Você é um demônio. Você só sabe sugar o meu dinheiro e o meu espírito. Tudo o que eu faço é por você. Eu tô adoecendo por sua causa. Meu trabalho só dá pra trás por sua causa. Eu quero que você se foda. SUA IMPRESTÁVEL, MALDITA, DESGRAÇADA, VADIA, INFELIZ, FRACA, INÚTIL, PARASITA, MAL-AMADA, DEMÔNIO!!!!!!


Para um paladar não requintado como o meu, até que o chão tem um sabor apreciável.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acho que a gente sabe que ama alguém de verdade quando, mesmo tudo dando tão certo, você lembra da pessoa e tem vontade de chorar, apenas pela alegria de saber que a ama e que quer passar ao lado dela o resto de sua vida. Quando você tem a certeza mais absoluta de que sua vida não fará mais sentido se ela não estiver ali ao seu lado, compartilhando de cada momento de alegria ou tristeza, conquistas ou perdas, somente que não seja uma perda essa pessoa, porque ela estará ali, ao seu lado, segurando a sua mão e dizendo que estará ali, não importa o que aconteça. Quando cada xícara de café você gostaria que fosse tomada ao lado dela, que você pudesse acordar de um pesadelo à noite e ter a mão dela pra segurar e depois sentir passando a mão nos seus cabelos. Quando todas os outros habitantes da Terra deixam de ser interessantes, porque, não importa o que elas façam ou digam, ninguém o fará da forma boba ou até mesmo estranha que essa pessoa faz, mas que é apenas ela. Quando você tem vontade de abrir a porta e correr, correr, na chuva, no vento, no Sol, por quilômetros, não importa, mas chegar até a porta dela e dizer "vim te ver". Quando você se dá conta de que conseguiu sobreviver sem ela até então porque era tudo um preparo pra se encontrar com ela, e até mesmo seus erros não são condenados porque foram inclusive eles que lhe trouxeram até a pessoa. Porque ela te aceita. Aceita seus erros, aceita seus defeitos, lhe estende a mão e diz "caminha comigo".

Eu não poderia. Mas aqui é meu e se eu não disser, não transformar em palavras tudo o que sufoca, transforma, colore o meu interior, não serei grata por inteiro ao Universo, que me revelou esse presente tão lindo, mais lindo que um céu de nuvens de algodão.

Não quero errar mais, apenas no cálculo dos tijolos a comprar, para que assim possamos construir ao fundo de nossa casinha colorida, uma pequenininha para os cachorros muitos saltitantes e falantes que teremos. Pequenininha.


[Este é o post mais brega que eu já escrevi e de tão brega mostra o quanto amor há nele.]

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um vento, muito vento. Calor. O sono bate, mas não quero. É a obrigação de fazer algo, apenas o que me prende à teoria. Estou decepcionada sim e arrependida. Quero mandar à merda, foda-se. De verdade, às vezes tenho vontade de mandar tomar no cu. Eu tô com raiva de quê? De não ter o seu carinho? Ai, chega, cansei disso já. É uma vaca e pronto. Pára de xingar! Até isso.

Putz, não tô afim. Tô afim de quê? Nem sei o que eu quereria nessa época do agora. Uma limonada talvez? Não. SORVETE de limão! Queria... Queria... Uma casa? Imagino uma casa. Pequena. Livros. Ficaria feliz com livros, uma poltrona macia e confortável. Um lugar para pôr os pés. Isso sim me é essencial. Mas não com solidão. Penso nele. Nem faço questão de estapafúrdia, podia só estar ali, fazendo o que lhe deve, só saber que está ali, que vai me oferecer limonada. Ou eu a ele. Bebemos enquanto lemos, assistimos um filme, falamos sobre o dia. Assim, bem tranqüilo, nada demais. Pra que pompas? Não ligo. Quero só o carinho e a compainha. O bom dia e o boa noite.

Mas por que ele? Pelo simples fato de ME conhecer. Porque ninguém me conhece. Isso é pra poucos. É pra ele. Sei lá por que ele conseguiu, não me pergunte. Apenas foi. E eu o admiro, meu tesão é acadêmico, discursivo. Bem, o que não é também me interessa muito.

Tudo o que eu mais preciso agora é dinheiro. Ou paciência. Não, paciência só não ajuda. Sabedoria. Dinheiro ou sabedoria. (Eu não seria audaciosa de querer os dois, né?)

Monstros. Choros internos. Me arranco os cabelos. Enquanto cavo, cavo em profundo, desenterro, arranco, tiro os pedaços, meto na parede, aperto, aperto. Mato. Mas só isso leva meses. Cada um. E o dinheiro se indo, indo... assim como foi. Foi. Ah, e foi, foda-se. É pra ir mesmo! Puta, o problema é ter mais pra ir.

Sono. Queria dançar...
Enquanto não sei lidar com minhas frustrações, tenho apenas o choro.
Aprendizado para a vida toda: confiar (mais) em mim mesma e na minha intuição. E quando a sabedoria interior não me vier, confiar na Astrologia.