quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

E que viagem. Lembrar de não mais viajar com meu pai, desespero total. Já adorei a família e todos me adoraram, posso ir quando eu quiser e sem ele. Apesar de que cada vez mais ele precisa de mim... Porque só eu consegui perceber em minutos aquilo que não está sendo percebido pelas pessoas que o rodeiam. Tentei iniciar uma conversa, mas esses carangueijos são desse jeito. A semente eu já plantei.

Bem longe disso está a minha mente. Ou serão meus hormônios? Ou pior, o coração? Só sei que desde aquela noite tenho ficado maluca. É, eu já estava gostando dele, e bastante, mas não punha fé. Mas a verdade é que me surpreendi. Veio com tudo, como eu gosto. E a cada respiração minha volto a delirar, a desejar ser beijada novamente, a sentir aquela barba macia, aquelas mãos quentes... Mas nada que se compare ao susto de ser derrubada naquela mesa... Ainda posso sentir a língua dele no meu ouvido enquanto agarrava o meu seio... O grande problema está na dimensão do que eu estou sentindo. Até agora há pouco, o medo era de magoá-lo, diferente de agora, quando sou eu que passo a me sentir frágil. Aí vem aquele medo de se entregar e começar tudo de novo...! Só sei que eu quero agarrá-lo e permitir ser derrubada em outra mesa, mas dessa vez de modo a poder permanecer lá até o último gemido se calar.

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