Começou com uma tarde chuvosa. Deixamos toda a nossa vida para fora daquele quarto onde nos despimos um pro outro pela primeira vez. Compromissos esquecidos, horários, tudo. Ali só eu e ele. Um elefante. Nunca, nunca fui olhada daquele jeito. Não era só mais um simples olhar de paixão. É escritor, e me olha imaginado poesia, contos... Olha pra mim me imaginando passar creme hidratante nas pernas... Tem até barba de escritor. Aquela barba em que eu enrosquei os dedos e depois deslizei minha mão até aquele peito, puxando os pêlos com um amor violento...
Uma noite com direito a estados alterados de conciência, lágrimas, fotografias, poema... Olhares intermináveis. E até macarrão. Fala fazendo uso de ênclises e só ele faz de um jeito a não parecer irritante.
E aí os astros me dizem no dia seguinte que talvez eu esteja disposta a dar uma nova chance ao amor. E choro enquanto falo com ele no MSN. Estou com medo.
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