sábado, 26 de dezembro de 2009

Essa época de Natal me deprime. Começa no Natal, vai até o Ano Novo e dura mais um pouquinho. Às vezes as férias inteiras. Mas agora, mais do que antigamente, ainda tenho mais um motivo pra me deprimir. Um motivo que eu espero que já no próximo ano tenha se resolvido, mas que este bateu com tudo. Imagine que eu juro ter encontrado o homem da minha vida. Eu sei, a gente acha que encontrou inúmeras vezes durante a vida inteira e ainda é capaz de chegar no fim dela e ainda não encontrar. Mas eu juro, juro que sou incapaz de imaginar alguém que se encaixe tão bem em tudo aquilo que eu sempre imaginei ter ao meu lado pelo resto da vida.

Acontece que esse Vênus -- ah, já nem sei se é mais o Vênus! -- insiste em me causar depressão. Insiste em me fazer pensar naquele que já pessou e naquele inclusive que nunca chegou a ficar. Essa época do ano me deprime porque ele estaria comigo, me falando bobagens, rindo comigo, me dando presentes maravilhosos, enquanto eu, toscos, mas que ele guardava com o mesmo carinho. Estaríamos juntos simplesmente. E é disso que eu tenho falta. Do juntos. Mas é um juntos de carinho, de amizade mesmo, coisa que ele nunca entenderia a essa altura. É, cada um sabe da sua dor. Quem sou pra julgá-lo. Mas acontece que dói tanto sentir essa distância! Não, eu não me arrependo! Tá. Só me arrependo de não ter tido essa amizade no futuro. Quem sabe quando ele se apaixonar novamente?...

Agora o outro... Esse é o Karma, o verdadeiro. Aquele que nunca me deu motivo para amá-lo. Não nesta vida. Mas, coitado, é pior que eu. Nem se apega. Pior do que se apegar a mais de um. Como eu. Está longe, graças aos céus, e que por lá permaneça. Lá, pra lá... Bem longe... Mas por favor, não retire seu orkut do ar.

Agora... Tome juízo, Hiha, você pediu e o Universo mandou...! Meu Deus... Do jeitinho que você pediu... Com tudo o que eu queria, equilibrado. A sensibilidade pra observar cada detalhe meu, cada idiossincrasia, e transformar em um verso que ele inventa ali, na hora, e declama pra mim sussurrando... E depois me agarra, derruba meu corpo onde estiver mais próximo! E me beija, me beija... A boca, o pescoço, as orelhas... Ai... As orelhas...! Depois me olha. Não, não me olha, me come com os olhos. E é só ele perder o juízo, que me faz a mulher mais manhosa de todas... Filho da puta... Ai...

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