sexta-feira, 22 de outubro de 2010

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Beijos. Sorrisos. Conversas. Decepções. Abraços. Desilusões. Perfumes. Macarrão. Dug. Carícias. Bandejão. Banco. Pisco. Gargalhadas. Barba. Jornadas. Chocolate. Lágrimas. Marcas. Ressaca. Poemas. Biblioteca. Segredos. Fotografias. Orgasmos. Raiva. Fim do mundo. Supermercado. Finais-de-semana. Aceitação. Cabelos. Corujas. Chuveiro. Presentes. Riscos. Sinceridades. Colchão. Batom. Terceiros. Marilyn Mason. Filmes. Mentiras. Sofás. Festas. Filas. Mesas. Sarau. Computadores. Ônibus. Pães de queijo. Calças xadrez. Cuidados. Músicas. Surpresas. Flores. Benjamin Button. Porre. Calor. Danças. Caprichos. Salto alto. Maluquices. Esperas. Primeiro pedaço do bolo. Declarações. Afastamentos. Receitas. Lingeries. Pedidos. Pés. Malzbier. Agenda. Scraps. Discussões. Camisetas. Arranhões. Medos. Confiança. Sobremesas. Pêlos. Sonhos. Olhares. Excessões. Omissões. Cochilos. Carla Bruni. Atrasos. Elefantes. Persistência. Risadas. Psicanálise. Brigas. Plutão. Livros. Frio. Desculpas. Sala de informática. Doce. Páscoa. Los Hermanos. Desencontros. Companheirismo. Perdas. Ovo pipoquinha. Aventuras. Compromissos. Mapa astral. Ciúmes. Encontros. Aprendizado. Paciência. Juras. Aniversários. Teimosias. Massagens. Impedimentos. Amizade. Elogios. Tango. Sucos. Datas. E-mails. Filósofos. Coincidências. Chuva. Descobertas. Bicicleta. Fracassos. Planos. Origami. Mãos. Conforto. Edredom. Arrepios. Inveja. Maçã. Distância. Blogs. Amoras. Promessas. Amadurecimento. Pensamentos. Faculdade. Salgado. Snapshots. Cócegas. Cheiros. Vídeos. Mensagens. Suor. Histórias. Aproximações. Telefone. Silêncio. Cinema. Ciclovia. Desentendimentos. Exposições. Feijão. Sussuros. Trocas. Coelhos. Paixão. Testemunhos. Café-da-manhã. Escondidinho. Conselhos. Corredores. Natal. Força. Vídeos. Saudade. Preocupações. Aluguel. Desenhos. Provocações. Boinas. Vergonha. Mordidas. Suspensório. Dor. Confiança. Promessas. Passeios. Camisas. Lembranças. Madrugadas. Crescimento. Brincadeiras. Amor. Vida. Tudo.

domingo, 17 de outubro de 2010

-- Sabe o que eu mais queria esses dias? Ter um canto só meu.
-- Aieeee...
-- Estou começando a querer morar sozinha. Acho que estou virando adulta.
-- Sabe o que eu queria muito e FAZ TEMPO????!
-- O quê?
-- Ter um canto só nosso. Desculpa, não deveria ter dito isso...
-- Bem... Se as coisas tivessem corrido de outras formas, a essa altura estaríamos procurando um canto só nosso... Mas é melhor não falarmos nisso.

A utopia de sonhos abalados... Felizes, sim, felizes, mas que não podem ser planejados, apenas sentidos, no fundo da alma, como cada grão de areia é apenas ele, nada mais. Apenas amor, amor e amor. Planos não. As estrelas.

Um suspiro. E permaneço vivendo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Chegou feito um bicho. Do jeito que eu gosto. Me beijou, me mordeu, me agarrou, me apertou, me arrancou a roupa, me jogou na parede, me derrubou, me lambeu, me cheirou, me puxou, me xingou, me molhou, me gozou. Como quis. Violento. Como gosto.

Fez-se Plutão. Suicidou-se. Não, ainda estava lá. Decepção. Alívio.

Não quis meus carinhos, não quis meu afeto. Foi-se. Assim como veio.

O amanhecer só. Comida, dilacerada, suada. Lá fora chove. Aqui dentro também. O ímpeto de me jogar na chuva. Não deu tempo. Estiou.

Solidão, pecados, doçura e desprazer. Comida, dilacerada, rasgada. Seca.

Era só um carinho, só um carinho. Um beijo, um afeto. Amor. Amor? Não, amor não...

E a vontade. A vontade...

Será que gosto?

domingo, 26 de setembro de 2010

E conseguiu.

Um lugar simples, uma cantina da própria faculdade, mas que eu não conhecia. Comida vegetariana -- não come carne há sete anos --, conversa agradável. Já tinha nele confiança o bastante para conhecer seu escritório. Um lugar incrível, maravilhosamente arquitetado, piso de aquário, teto de vidro, bambus. E lá mesmo ficava seu aconchego pessoal, ainda que improvisado.

Depois de me passar algumas músicas xamânicas, ele se deitou no enorme colchão que ficava no chão mesmo e relatou várias de suas viagens espirituais. Contava de uma forma tão empolgante que até se o assunto não me interessasse passaria a me interessar. Ao fundo tambores e animais.

Alugamos um filme que de tanto me falar, tivemos que assistir naquele dia. Os músculos das minhas costas doíam imensamente, resultado das tantas atividades físicas que realizo durante a semana. Ele se ofereceu para uma massagem e eu permiti, realmente doía muito. Difícil não imaginar que dali não surgiriam carinhos que aos poucos seriam correspondidos. Ao terminar o filme, carinhos mais íntimos.

Não fomos até o fim porque não estava me sentindo fisicamente preparada para aquilo, não ficaria totalmente à vontade.

De qualquer forma, posso dizer que conseguiu o que nenhum estranho jamais conseguira: a chance de tentar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Um maluco. Era sutilmente cortejada pela menina com quem outrora havia ficado, a mesma daquela festa anterior. Eis que me surge, já com ar de conhecido, dizendo-me que me via por um famigerado bar, o mesmo que outrora freqüentava para ir de encontro àquele que já passou. Porém não trouxe perguntas prontas, não me fez entrevistada. E assim, prendeu-me a atenção.

"Eu adoro você". No presente do indicativo, embora fosse a primeira vez que me falasse. Caralho, mas tinha um sorriso! E não fingia modéstia, assim como sabia que no fundo eu também sei o cabelo deslumbrante que possuo. Uma franqueza e percepção tamanhas que não me atrevia a dar-lhe sua sentença final de morte antes de mais uma pequena mostra de que poderia ser mesmo intrigantemente interessante, não antes que se completassem mil e uma noites.

A menina? Que menina? Já beijava outra. Ele, por sua vez, afirmou que não me tentaria beijar. Faria-me confiar nele, pois o que queria era me conhecer. E me adorava. Temas realmente interessantes a mim e, acima de tudo, abria sua vida de forma bem natural, dando-me confiança a ponto de eu mesma passar a lhe contar fatos próprios.

Do primeiro minuto ao último, repetiu algo como uma dezena de vezes seu e-mail, o qual manteria arquivado numa gavetinha mental que abriria eu de vez em quando apenas para cogitar a contrariedade de uma decisão já por mim estabelecida naquele adeus seguido de "a gente se encontra por aí". Nada apreciado por quem ouviu.

Dados em mente, mapa astral. Ascendente, quadratura. Não. Meu carimbo e assinatura abaixo.

Pouco mais de dois meses. Uma das mais agradáveis festas até o presente. Em meio à multidão, ele. Perdi. Dancei, bebi, fumei, ri. Viro-me, sorrio. "Eu falei que nos veríamos por aí.", "Hoje você me dará seu contato!", "Eu ainda sei seu e-mail.", "E por que não me escreveu?", "Rsrs..." Da noite, bastou.

Orkut. Passou-me mais informações pessoais. Insistência, e-mail. Convite para jantar. Jantar, o quê?? Quem, aqui em meu mundinho, já me chamou pra jantar?? Dias desesperada entre "que roupa?", "salto?", "mostrarei minha lingerie?", "divide-se a conta?", "vergonha", "afinal, aceito ou não?". Paranóias levadas pelo já telefonema a combinar já não mais um jantar, almoço.

Amanhã. Um desconhecido que foi capaz de me dobrar. Ganhou minha atenção, minha verdade, meu Orkut, meu e-mail, meu telefone, minha companhia para almoçar. Seis de Copas. E amanhã veremos o que mais será capaz de ganhar de mim.